quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Dose Estelar

Saudamos a praia.
Enquanto na areia misturávamos os sentidos,
as ondas não paravam.
O céu estava servindo o banquete,
Sim!
Aquele banquete de estrelas sem fim...
Refletindo na areia formando a pista...
Pista que usamos para dançar sobre as estrelas.
As cadentes quase tocavam a pele quando caíam, na intenção de acompanhar.
Algumas ficavam no cabelo, outras nas mãos.
Os passos dentro do compasso pulsavam!
Incessantemente,
Parestesia!
Lá de longe,
Onde toda beleza do mundo se esconde,
a vibração das cores amolecia os ossos,
Assustadoramente invadia os sentidos causando desordem.
Inolvidável...
Mando para ontem qualquer voz que suspenda esse instante.
O tempo perdeu-se nas horas,
confundiu a realidade que por tão pouco teria sido um sonho.
Lavamos as mãos com a areia e,
Caminhamos nas as estrelas.
Continuamos com a noite brilhantizante e com o
coquetel de estrelas...
Entorpeci.
Doses de felicidade causam dependência.
Virou vício,
Não tenho tempo pra mais nada além de ser feliz.


“Pois que dedico aos meus amigos, Rê, Will e Nego por habitar em minha vida. Que a mim me vaticinaram a mim mesmo a ponto de eu neste instante explodir em: Eu. Esse eu que é: nós. Sobretudo dedico às vésperas de hoje e a hoje, pois, aquela noite eternizou-se na parcela do infinito e nos fragmentos do meu ser, deixando a saudade que invade sempre diferente.” Eternizo! Se eu tiver que morrer pra virar uma estrela, morrerei e habitarei pra sempre no céu de vocês. Nas constelações mais brilhantes dos instantes...


Beijos estelares crescentes.


Fernanda Mendes

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